sexta-feira

egoista

Difícil não é perder alguém, mas sim perceber que estamos a perder a alguém. Difícil não é chorar, é parar de chorar, não é ter medo mas sim ganhar medo. O difícil nunca é o fácil, o difícil é o que fazemos para ali chegar, o que nos faz ali chegar. Difícil não é perder cor, mas sim ganhar cor. O difícil nem sempre é negativo, sendo também o positivo. Difícil não é partir, é convencermos-nos a partir, não é largar mas sim abdicar. O difícil não é de todos, é de quase ninguém. Pena ou revolta surgem ao perceber que cada vez mais, as pessoas lutam pelo fácil. Ou melhor dizendo nem sequer lutam para obter algo, pois o fácil está sempre garantido. Tropeçam e fazem o que querem, aleijam-se mas sem nunca perceber, ou mesmo não querendo perceber. Cometem erros, magoam pessoas, engolem coisas as quais não deviam ser engolidas dentro do assunto, dentro do próprio egoísmo. E é assim, somos uns egoístas.
Uns mais que outros, mas todos iguais. Quem nunca fez alguém sofrer para o seu próprio bem? Ou mesmo até, quem matou uma melga com o simples objectivo de não ser picado? Sem pensar que, ela apenas estaria a lutar pela sua sobrevivência, e nós, apenas queríamos ter sossego porque todos sabemos que não é uma mordidela de uma melga que nos matar, sobrepondo assim a nossa paz em troca de uma vida.
Ninguém consegue, ou esta permitido, a tirar a vida a alguém. Mas assim que começo a reflectir penso, se somos tão egoístas e tão sádicos o que seria se fosse permitido por lei matar pessoas? Não existiria ninguém. Eu própria digo, eu sairia á rua a matar todas as pessoas de que não gosto, assim como todos vocês, todos nós. Não podendo negar, é um facto. Os valores que temos agora, não seriam os mesmos que iríamos ter.
Mas agora pensa tu, ao mesmo tempo que vais lendo isto, com tanto egoísmo onde vamos parar? Ver sofrer é um prazer, estragar a felicidade é um orgulho, mentir, magoar e sujeitar são alegrias. Vendo isto, num futuro próximo ou longínquo, apenas num futuro, tu poderás ser morto. Sem respeito pelas outras pessoas e muito menos pela natureza.
O jovem, procura matar, exterior ou interiormente, é a sua única necessidade. E depois? Ninguém faz nada por isso, é um assunto que passa ao lado, fora das cabeças da maior parte das pessoas. Nem mesmo adultos têm consciência disto, tamanho é o seu egoísmo. Sociedade, para mim ela não existe quando não a sabemos respeitar, sendo assim, nós não vivemos em sociedade hoje em dia.
Não te agarres somente ao que tens de bom, agarra-te também ao que os teus queridos têm de bom. Porque o teu bom, pode estragar o deles, tornando-te assim numa pessoa egoísta. Reflecte e pára agora, prestando com atenção:

Todos os dias pensas na felicidade de mais de 2 pessoas? 
Não sejas egoísta.

terça-feira

alive

Todos os pedaços um dia deitados ao invés do que ai viesse, como que se derramados em água e transportados por uma enorme e longa corrente que lhes desse como fim um esgoto sujo e repleto de escuridão são agora apanhados. E aos poucos, aos pequenos passos, tão pequenos mas tão grandes ao mesmo tempo, estes são reposicionados, nenhum é posto de lado, aqueles que feridos são mandados para um hospital próprio para ai serem reconstruídos, aqueles que bons voltam as suas posições iniciais. Todos os dias, são regados com vitaminas, carinho e confiança, todos os dias são reforçados para continuarem a ter força, de superar medos, de superar a possibilidade de um dia serem de novo devolvidos ao invés do que aí viesse, ao "esgoto".
Agora, com segurança estes dançam todos os dias, sorriem e animam o corpo onde vivem, pintam, choram, temem mas sim, são felizes, o que faz com que eu, seja feliz.
Agora como que vivos, eles seguem em frente, aproveitam o momento sem chorar o passado que antes os agarrara, agora não mentem quando sorriem, ou quando me fazem sorrir, não minto quando sorriu ou quando simplesmente me sinto feliz. Sem medos, apenas com receios ...

... O fim onde eu pertenço, 
acabou de chegar.

segunda-feira

Aula de portugês, 04042011

Como que com a alma nua
Eu digo-te o que sinto,
Quebro a rotura
Com o quadro que pinto.
És algo de novo,
Algo de muito bom.
És muito num único todo,
E tudo num só tom.
E agora não partas,
Promete-me que não o fazes.
Eu sei que tu acatas,
Sei o que sentes.
Sei que em tudo o que me dizes,
Tu nunca me mentes.
Digo que te amo
Com o verdadeiro sentido,
Pois neste poema
Tu és o meu único abrigo.

quinta-feira

Com o céu azul e o sol mais brilhante do que nunca, um tempo de primavera e encantador, uma pomba poisa sobre uma janela. Por ela consegue entrar, descobre o quarto de uma menina, todo pintado de cor-de-rosa, cheio de sonhos e fotografias, manias e um cheiro doce e delicado.
Egoísta e sem perceber o que fazia, o pombo rouba um objecto que aos seus olhos lhe parecia insignificante, dirige-se á janela e foge para longe, sem deixar rasto. Quando a menina chega e dá de contas com o assalto, desata a chorar, parece então que lhe tinham tirado uma parte de si, lhe tinham levado um bocado do seu corpo e da sua mente, do seu físico e do seu psicológico.
Triste ela segue, não há outra opção. Vai vivendo dia-a-dia, agarrando-se ao que de bom tem, mas sempre na incerteza e na dor de não ter o que lhe falta.

Olha de novo á janela, 
e pergunta para o espaço em seu redor "Será que voltas, felicidade?"

terça-feira

0203

Posso não conseguir prever o futuro ou mesmo dar-te o mundo todo, posso não conseguir fazer uma infinidade de coisas. Mas uma coisa eu tenho a certeza que consigo fazer, amar-te.
Da mesma maneira que alguém enrola um novilho de lã, grande, da mesma maneira que ele vai crescendo e tornando-se cada vez mais significativo, não só aos olhos das outras pessoas mas sobretudo aos seus olhos. Á mesma medida que uma árvore é semeada, extremamente cuidada e cresce, até dar frutos. Ou mesmo até á medida que uma criança se desenvolve, o que sinto por ti assim também cresce.
E agora? Não te quero largar, se deres um passo em frente eu irei dar dois, parar-te e abraçar-te. Porque sem duvida, não há melhor coisa neste momento para mim do que sentir os teus braços em volta de mim.


Amo(sem tracinho)te, porque como dizes, 
não é um mero traço que nos vai separar.