sábado

Escolhas.
Já ponderaste o número de vezes em que foste obrigado a tomar um partido? E até mesmo as vezes em que, inconsciente, tomaste escolhas? É disso que se trata. Vives em função de escolhas que te condicionam a outras escolhas e estas mesmas te conduzem a mais escolhas. Escolhes o errado, mas tens sempre a alternativa de virar o jogo escolhendo logo a seguir a opção certa. O pior, é veres que tomas sempre o partido errado, escolhes o errado e voltas a escolher o errado, que embora na altura te pareça o correcto a fazer, mais tarde demonstra realmente a sua verdadeira identidade.
Como um jogo no qual podes apresentar duas cartas, dois opostos como um três inocente e um Ás triunfante. Com dois lados, dois objectivos, duas jogadas mas apenas uma tentativa.
Não queiras voltar atrás no tempo para melhorar e alternar as tuas escolhas, aprende com as que fizeste e melhora as futuras. Se existe alguma coisa hoje em dia que fez de ti o que és, foram essas mesmas escolhas.

quarta-feira

De que vale conseguir sem ter o gosto de ter tentado?

É a incerteza que comanda a vida na medida em que te moves  conforme os teus medos. Incertezas todos as temos, o complicado é sabermos controlar as condições que estas mesmas nos impõem.
Alguma vez pensaste em saltar barreiras? Unir forças e superar-te a ti mesmo? Um dia vais ter que o aprender a fazer sozinho, sem mais ninguém que te ajude porque é disso que se trata. Antes de alguém te conseguir ajudar tu vais ter que querer essa ajuda e para isso, é necessário que te ajudes primeiro a ti mesmo.
Não sintas pena por saberes que estás prestes a bater no fundo, esboça um sorriso do tamanho das nuvens e sente orgulho em ti, tiveste a força de erguer a cabeça e perceber o que se passava a teu redor como a maioria não tem! E hoje? Hoje és forte, e há até quem diga que és grande. Hoje és esta pessoa, devido às "calejadas" que foste obrigado a superar, hoje és grande porque continuas a esboçar um sorriso por cada tristeza que se atravessa à tua frente.
Sorris com propósito, sorris para a vida e para tudo o que te espera, sorris por um mundo e um futuro melhor, sorris porque te faz bem e porque faz bem aqueles que te rodeiam, sorris até para esconder feridas.
Sorris por tudo, mas sorris principalmente porque é importante, ajuda-te a ver com mais cores aquilo que está bem diante dos teus olhos, e a pintar o passado por vezes preto, com cores vivas e bem garridas.
É normal voltares a ponderar ser fraco, ou melhor: menos forte. Mas fraco não o és, todos nós apanhamos sustos por vezes, o que nos distingue é conseguirmos entender que é uma das leis fundamentais da vida. Cair não é uma lei, mas tropeçar é. Eu já tropecei enumeras vezes, não me arrependo, não cheguei a tocar o chão, não me cheguei a trancar dentro de um quarto imaginário com quatro paredes brancas, sem portas, sem janelas, sem nada para fazer, apenas eu, o quarto e a roupa que levava vestida. Nunca me cheguei a afundar em alto mar no meio de uma tempestade terrível, estive perto, confesso.
E se eu consegui supera-lo, tu também consegues. Todos conseguimos (eu consigo, tu consegues, ele consegue, nós conseguimos, vós consigais - esta conjugação existe por alguma razão, como todas as outras. Mas se esta existe é porque assim mesmo o é: todos nós o conseguimos).
Portanto está na hora: esboça um sorriso bem visível, abre os olhos e faz o que te apetece. Aprende a viver para ti e para aquilo que realmente queres, pensa: de que vale conseguir sem ter o gosto de ter tentado?

quinta-feira

O difícil é sempre fácil

É fácil perderes-te em ti mesmo, mas mais fácil ainda é seres apanhado no meio de uma grande confusão em que tu próprio te estavas a tentar perder. Fácil? É julgar, quando somos nós mesmos (seres-humanos) a dizer que devemos ser apenas nós mesmos. Porque quando no fim o somos, a única coisa que conseguimos ter de volta são julgamentos e dedos apontados para nós, mesmo à nossa frente.
E aí? Aí o problema continua a ser nosso, continuamos a ligar ao que as outras pessoas alheias nos transmitem, e mesmo sabendo que não gostamos de ser alvo de certas acusações, nós mesmos acusamos e julgamos outras mesmas pessoas para as quais em tempos sorrimos, levanta-mos a cabeça e dissemos "sê apenas quem tu realmente és". Triste é ver o quão egoístas conseguimos ser.
Triste é ver uma senhora idosa cair no meio da estrada e o primeiro pensamento que nos vem a cabeça ser "ahahahahahahah" em vez de ir a correr sem pensar em mais nada, e ajudar a pobre senhora. Quem sabe um dia, não sejas tu a cair no meio da rua e a sentires a sensação de estares a ser julgado por uma coisa a qual não controlas, o tempo.
Triste é ver que a maioria das pessoas provavelmente também pensa assim, ou talvez ao ler este texto irá pensar que tenho razão mas no fundo, não fará nada para o mudar, nem sequer irá tentar. Porque? Já corre nas nossas veias. Foi assim que fomos educados ao longo de muitas gerações, habituados a ser egoístas e cruéis para nosso próprio bem e auto-defesa. Talvez não o fosse necessário, se um dia ninguém o tivesse começado a ser.
Fácil, volto a relembrar, é perderes-te em ti mesmo. É seres engolido nos teus próprios pensamentos mais refundidos e íntimos. Fácil, meus companheiros, é cairmos com eles mesmos, sem nos apercebermos.
A vida não é complicada, somos nós que a tornamos difícil. Como diz a lei de Newton: para toda a acção, há uma reacção. És tu o único que o podes controlar, segundo a tua vontade. Do que estou a falar se nem vontade própria a maioria de nós tem? Vivemos segundo uma sociedade imposta de regras medíocres que nos são incumbidas desde bem pequeninos.
Para um pouco e reflecte, não será que está no hora de começarmos a viver as nossas próprias vidas, segundo os nossos próprios desejos e vontades? Ou será preferível continuar a julgar segundo pensamentos e ideais errados, só porque é assim que as coisas se desenvolvem?

quarta-feira

E tu, continuas a banalizar?


Se eu faço sentido? A resposta é claramente um grande não. Nenhum de nós faz sentido. Nenhum de nós parece fazer sentido, ainda para mais num mundo em que nem ele mesmo faz sentido.
Estamos todos virados de pernas para o ar, com a cabeça por outros lugares diferentes do nosso coração, os quais deveriam estar conectados. Somos jovens adolescentes, a gritar e a discutir com os nossos pais. Jovens adolescentes com as suas crises amorosas e o seu fervor pelo futuro. Somos jovens, de certo.
E fazemos tudo aquilo que os jovens sempre foram acostumados a fazer. Mas estará a nossa geração a ir por um bom costume?
Perdes aqueles os quais amas apenas em sentido de "deixei de ser amiga daquele, e daquela, e daquele", pareces importar-te com isso de uma maneira que faz as outras pessoas pensar que o teu mundo acabou, levas os teus pais ao desespero por te trancares durante dias no quarto ou na casa de banho a chorar, sem eles conseguirem perceber o que se passa e como ajudar.
Está na hora de abrir os olhos.
E de repente, tudo muda. Começas a perceber o verdadeiro significado de "perda", bem como ele deve ser. Não perdes apenas em espírito, perdes também fisicamente. Já sentiste que te tiraram uma das pessoas que mais amavas? Uma mãe? Uma avó? Um pai? Ou mesmo um tio ao qual és muito chegado? De certo que muitos se identificam com o que escrevo, mas aposto que mesmo após passarem por isso, continuam a chorar por quem não devem. Dêem valor a quem ainda têm, um dia, o tempo irá levar-vos as pessoas que vocês mais amam, as únicas que algum dia se preocuparam convosco sem pedir ou desejar nada em troca. As únicas que realmente tomaram conta de vocês, aquelas que vos agarraram durante a noite enquanto choravam por ter acordado de um pesadelo. Aquelas que vos contavam historias para adormecer, aquelas mesmas que trabalharam doze horas por dia fora de casa, outras cinco em casa e finalmente dormiram apenas cinco horas, porque as outras duas foram para se levantarem, vestirem e irem trabalhar. Isto tudo porque? Porque precisavam de por comida nos pratos daqueles que realmente amam.
Hoje em dia, amar não é a mesma coisa. Procuram alguém que os complete apenas num aspecto, quando por fim se vêm obrigados a procurar outras pessoas, porque lhes faltam alguns aspectos. Porque não esperar apenas que chegue a pessoa certa? Porque não, cuidar enquanto isso daqueles que realmente lá estão e tens a garantia de que sempre estarão?
Banalizar é então um verbo muito usado por esta sociedade, embora que sim, muitas vezes seja utilizado sem a devida percepção. Banalizas um beijo que a tua mãe te dá, sem saber que esse mesmo pode vir a ser o ultimo. Banalizas o simples facto do teu cão querer subir para a tua cama, sem saberes se amanha acordarás com ele morto na cama dele. Banalizas tudo e mais alguma coisa.
Eu já banalizei, e continuo a banalizar sim. Mas agora com mais percepção, agora com mais atenção e vigor. Porquê? A vida já me tirou algumas pessoas as quais se preocupavam realmente comigo, e após chorar por aquelas que percebi não valia a pena, apercebi-me: sou uma jovem igual as outras, mas posso tentar ser a diferença.
E tu, já disseste a alguém que o amas hoje? Ou continuas a banaliza-lo/la?

terça-feira

JUST KEEP HOLDING ON



Em tempos, eu sofri. Em tempos, tu também sofreste. Em tempos, todos nós sofremos.
Todos nós somos capazes de sentir aquela dor agoniante que parece tomar conta de todo e mais algum bocadinho de todo o nosso corpo. A dor, entranha-se nas nossas veias, com certas manhas por vezes muito estranhas. Então alastra-se primeiro parece atingir todos os nossos órgãos. Paras de comer, passas horas e dias a chorar e quando parece que pior seria impossível ela passa para os músculos, fazendo com que eles se contorçam, que chegam até a parecer apertar contra si mesmos. E quando passada essa fase, a dor passa então para a pele, para a nossa ultima camada de pele, aí, ela toma conta de cada poro que nos faz viver. Sugando até o suor que todos nós temos, até a nossa transpiração se altera e com isto, são os olhos que mais sofrem, de tão inchados e com a cor tão avermelhada que ganharam.
As horas que passaste a chorar, são agora as tuas melhores amigas. Nela, não se encontra apenas dor, mas também alegria, por tudo o que o passado nos gravou para sempre na memória, egoísmo, por apenas querer-mos que a "tal" pessoa volte e seja apenas nossa, deixa também saudade, de cada caricia possível que te lembras, raiva, angustia e revolta são então os sentimentos que mais experimentamos dentro de nós mesmos.
Tentas fazer parecer que está tudo bem, mas sabes que na realidade assim não acontece. Está tudo mal, e só te apetece gritar ao mundo que está tudo de pernas para o ar, mas o que mais tens a fazer se não fingir aceitar? E à noite, enquanto regressas a casa, num choro constante, caís em ti. Julgavas ser forte mas percebeste ao fim de muito tempo, que também partes em pedacinhos.
À medida que o tempo passa, apercebeste que até o teu organismo, tão dependente da outra pessoa, assim o está a deixar de ser. Apercebes-te que agora, nada restam se não boas e más memórias, embora que sejam sempre as boas a prevalecer, se não, de onde viria tanta saudade?
Parabéns, deixas-te de ser dependente do oxigénio chamado "amor", deixaste de acreditar que tudo o que mais querias era a outra pessoa de volta e aceitaste agora a realidade, de que apenas queres ficar como estás, contigo mesmo. Não queres voltar a amar tão cedo, sabe tão bem, mas doí tanto ao mesmo tempo. Achas-te fraca, inútil e até cega, por teres acreditado que poderia haver um para sempre. Mas por fim pensa: ergue a cabeça, apenas as verdadeiras histórias de amor têm um para sempre, elas nunca vão embora e voltam, elas ficam simplesmente, sem nunca desistir de ambas as pessoas.
Se hoje sofres, aprende o que eu aprendi, o teu dia, há-de chegar e aí, serás recompensado por toda a dor pela qual a vida te fez passar.