quarta-feira

Nasce, cresce e sobrevive, mas de repente, vem uma rajada e bem lá no meio do espaço, do tempo, no meio do mundo caí, é derrubado como uma frágil e delicada planta.
Fui capaz de deitar fora essa planta, de não querer saber mais dela, embrulha-la em papel, guardar um pedaço no meu interior e outro pedaço numa gavetinha, com o intuito de não la voltar, de nem sequer espreitar.
De repente ela recebe água, bem sem eu saber porque nem como, em volta dela vejo vida, vejo cor, vejo animo, mas depois penso se valerá a pena voltar a reconstrui-la se ele pode morrer de novo, valerá?
O futuro é incerto, é indefinível, ninguém o sabe definir, pelo menos até hoje nenhum ser humano conseguiu. Mas porque não? Se queres chorar, chora por teres feito e não pela magoa de nunca teres tentado, pois dizer "embora tenha errado, eu tentei." é uma coisa que relativamente poucas pessoas podem afirmar.
Hoje, ainda confusa eu volto a plantar a pequena planta de há uns tempos, volto a derramar sobre ela água, volto a deixá-la ao sol, mas desta vez, escolhi melhor as suas cores, o verde é uma cor que nela não quero presente.  Impressionante como um ser humano é tão igual a plantas, tão frágil mas tão persistente ao mesmo tempo.


- Adeus ilusão, e adeus esperança.

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